sábado, 2 de fevereiro de 2013

A História da Igreja Católica

Uma busca por riqueza e poder



       Quando olhamos para o passado, ao vermos histórias sobre as duas grandes guerras e sobre o Nazismo nos horrorizamos com as matanças, tendo estas como grandes tragédias da humanidade; em que seres humanos foram tratados de forma que nenhum ser vivo deve ser tratado. No entanto nos esquecemos de outra grande tragédia, talvez muito mais cruel que as outras citadas, esta, foi chamada de Santa Inquisição.  
       A Santa Inquisição apesar de ser criada e executada pela Igreja Católica não foi um movimento religioso e com a finalidade de satisfazer as vontades de Cristo como era, na época, justificado pela Igreja, mas sim foi criado por interesses econômicos. É fato que os fiéis eram grande fonte de riqueza á Igreja, e perdendo-os consequentemente perde-se dinheiro.
       Entre as ações absurdas realizadas pela Igreja estão, a venda de pedaços do céu, assim quando as pessoas morressem teriam um lugar garantido no céu. A venda de indulgências, ou seja, para serem perdoadas as pessoas tinham de pagar por isso. Além de cobrar diversos impostos. A população também tinha de obedecer as regras da Igreja, caso contrário poderiam ser condenadas por heresia com penas que podiam chegar a morte. 
       Devemos lembrar que as mortes não eram rápidas, antes de morrerem as pessoas tinha de passar por terríveis torturas. Haviam diversos métodos de tortura com, Roda de despedaçamento, Berço de Judas, Garfo, Garras de Gato, Pera, Máscaras, Cadeira, Cadeira de bruxas, entre outros.
Haviam também diversos métodos de execução, os mais comuns eram a guilhotina, a forca, a cremação, espada, machado e cepo. Porém estes não eram os únicos, os métodos eram dos mais variados.
       Durante este período a Igreja Católica usou do nome de Jesus Cristo para justificar os assassinatos realizados, usando assim uma grande máscara de Cristianismo. Afinal, em nenhum lugar nas Sagradas Escrituras Jesus matou alguém que discordasse dele, tampouco ensinou que seus seguidores o fizessem e nenhum dos apóstolos deu essa instrução no Novo Testamento.
       Outra das pregações de Cristo era a humildade, o amor e o respeito ao próximo. Isso foi realizado pela Igreja? Não, pelo contrário, não teve piedade muito menos respeito pelo outro. Além disso, era detentora de enormes riquezas e grande posse de terras, também de prestigio e status, estando no ápice da pirâmide social feudal durante a Idade Média, a cima do próprio Senhor feudal. 
       Por ser dona de grandes riquezas e terras, a Igreja dispunha de grande poder econômico e político. Interferindo, ou até mesmo decidindo questões do Estado. Isso não ocorre somente na Idade Média, mas também foi presença marcante durante a era do Absolutismo.  
Martin Lutero
1483 - 1547
       Durante anos a Igreja foi dona de um grande poder, e então surge Lutero, um membro da Igreja, que era contra os abusos praticados por esta, com suas Noventa e Cinco Teses, que defeitos da Igreja. Isto desperta no povo inglês uma grande indignação e insatisfação perante a Igreja, gerando revoltas, protestos, o desejo de mudança aflora na pele do povo. Os frutos colhidos foram o surgimento de uma nova igreja, a Luterana, e a conquista de muitos adeptos.
       Lutero pregava que o lucro não era pecado – ao contrario do que dizia a Igreja Católica - e sim presente de Deus. Aquele que lucrasse e ficasse rico era porque Deus o amava. Com isso Lutero ganhou muitos seguidores, principalmente burgueses, uma vez que esta era uma classe mercadora e visavam o lucro, agora praticavam seu oficio sem serem condenados pela religião.
       As ideias luteranas continuaram vivas e influenciaram personalidades como o grande rei Henrique VIII da Inglaterra (para saber mais sobre este rei, leia a publicação: “Henrique VIII: Um retrato do Absolutismo Parlamentar”) que ao ser excomungado da Igreja Católica por querer a anulação de seu casamento, cria sua própria Igreja, a Igreja Anglicana – que segue ideais luteranos. Esse fato mudou para sempre a vida da nação inglesa, que ainda hoje segue a Igreja de seu tão adorado rei Henrique VIII.
       Enfim concluo que não devemos ser contra a Igreja Católica, nem mesmo defende fielmente seu negro passado; devemos apenas olha-la com um olhar crítico e saber absorver o que julgamos bom, o que queremos para nós; e rejeitar o que não queremos.


quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Henrique VIII: O Retrato do Absolutismo Parlamentar


       A dinastia Tudor se inicia com o reinado de Henrique VII. Este casou-se com Elizabeth de York, com ela teve quatro filhos, Arthur, Henrique, Margaret e Mary. Por interesses políticos casou Margaret com James IV da Escócia e Mary com Luís XII da França. O primogênito, Arthur, ele uniu à princesa espanhola Catarina de Aragão em 1501. Arthur morreu de malária em 1502, a viúva Catarina de Aragão foi impedida de sair da corte, afinal o rei não havia recebido parte do dote da princesa e, por isso, não dera a ela todas as rendas previstas no contrato nupcial, assim os pais de Catarina não permitiram que ela voltasse à Espanha.


       Henrique VII morreu em 1509, aos 59 anos. Seu sucessor foi Henrique VIII, na época com 17 anos. Casou-se com Catarina de Aragão e no mesmo dia foram coroados rei e rainha da Inglaterra na Abadia de Westminster. Henrique era culto, atlético e falava vários idiomas. Aumentou a frota de cinco para 53 navios. Mas não era pacífico. Seu reinado foi o que teve mais execuções na história da Inglaterra: 330 mortes, entre 1532 e 1540. 

       No seu casamento com Catarina de Aragão não teve filhos sobreviventes, apenas uma filha, a princesa Maria. No entanto entregar a coroa a uma mulher enfraqueceria o reino. Com isso o rei pediu a anulação do seu casamento, porém o Papa recusou-se a aceitar seu pedido. Henrique continuou tentando a anulação, alegando que não teria filhos homens com Catarina, pois quando um homem desposa a mulher de seu irmão, Deus não o concederá filhos homens. Em quanto ocorriam as negociações para a anulação, Henrique se apaixonou por Ana Bolena, dama de honra da rainha. Casou-se secretamente com ela.

       O magnetismo sexual e a forma como ela cativou aqueles ao seu redor é bem documentada. “Foi essa diferença, bem como sua sagacidade, inteligência e efervescência, que atraíram o rei”, escreveu Richard Bevan, jornalista que trabalha em um roteiro sobre Ana. Além disso, Ana Bolena não foi somente a mulher do rei, ela teve grande importância na reforma religiosa.  

       Após a Papa descobrir o casamento do rei com Ana Bolena o excomungou, Henrique respondeu se separando da Igreja Católica. Criou a Igreja Anglicana, em que o rei era o chefe religioso, era permitido o divórcio e não obedecia a Roma. A decisão foi confirmada em 1534, no Decreto de Supremacia (Act of Supremacy).

        "A separação da Inglaterra da Igreja Católica foi subproduto da obsessão por um herdeiro", diz Heather Thomas. Porém Ana Bolena também não teve filhos homens vivos, apenas uma menina a futura rainha Elizabeth. 

       Henrique envolveu-se com Jane Seymour. Para que pudesse se casar com Jane, Henrique acusou Ana de traição e bruxaria. "Eram 8 horas da manhã de 19 de maio de 1536. Vestida com roupão preto coberto por um manto branco, Ana Bolena encaminhou-se para a execução. Não negou as acusações e elogiou seu marido, dizendo que o amava. Foi vendada e esperou poucos segundos até o carrasco lhe cortar o delicado pescoço", afirma Bevan.

      No seu casamento com Jane nasceu Eduardo, o tão esperado herdeiro do rei. Jane morreu doze dias depois por complicações no parto. Após sua morte Henrique se isolou do mundo sem ver ninguém a não ser seu bobo da corte. Desenhava castelos e escrevia poesias.

       Depois de um tempo voltou a governar a Inglaterra. Foi arranjado a ele um casamento com Ana de Cleves. Depois de receber um retrato e descrições da noiva decidiu casar-se. Ao vela pessoalmente, o rei não agradou de seu aparência, no entanto casou-se assim mesmo. Mas o casamento não foi consumado e durou pouco tempo.

        Em 28 de julho de 1540, Henrique casou-se com a jovem Catarina Howard, de apenas dezessete anos. Não foi uma rainha amada pelo povo, afinal não sabia se portar como uma. Foi executada sob acusação de adultério, e seu casamento com Henrique foi rapidamente anulado.

       O último casamento do rei foi com a rica viúva Catarina Parr. O casamento foi, ao contrário dos outros, pacífico e sem complicações. Catarina Parr era uma mulher culta e esteve no comando da Inglaterra enquanto Henrique VIII combatia na França. Além disso Cataria era protestante e chegou a escrever um livro com este mesmo ideal. Ela também teve uma boa relação com os herdeiros ou trono inglês.


       Henrique VIII morreu no dia 28 de janeiro de 1547, no Palácio de Whitehall aos 55 anos. Acredita-se que este grande monarca inglês sofria de gota e diabetes tipo II e isso pode ter antecipado sua morte.

       Seu sucessor foi seu único filho sobrevivente Eduardo, que assumiu o trono e se tornou Eduardo VI. Como este tinha apenas nove anos foi nomeado um Conselho de Regência que até Eduardo atingir a maioridade. No entanto, ele morreu perto dos 17 anos, vítima da tuberculose.

       Com a morte de Eduardo VI, Maria filha de Catarina de Aragão passou a ser a Rainha da Inglaterra. Maria restaurou o catolicismo e o crime de heresia.  Ficando assim conhecida como “A Rainha Sangrenta”.

      Agora o trono pertencia a Elizabeth I. Esta não se casou, ficando assim conhecida como “A Rainha Virgem”. Por não se casar não teve herdeiros ao trono.

       Com a sua morte, chaga o fim de mais de um século de poder Dinastia Tudor, que teve dois dos maiores monarcas ingleses, Henrique VIII e Elizabeth I.





quinta-feira, 5 de julho de 2012

A Maçã


       Este é um jornal feminista do século XIX, baseado na realidade feminina da época.  
       O jornal é parte de um trabalho realizado em julho de 2010, apresentado no Coecin (Feira do Conhecimento) da escola Coeducar - Viçosa, Minas Gerais, Brasil. As quatro escritoras são: Marina Resende, Cecília Resende, Isadora Urbano e eu (Marina Mendonça), na época alunas do 9º ano. O trabalho foi supervisionado por Carla Beatriz e Maura Crepalde, professoras de Língua Portuguesa e História, respectivamente. Também contamos com a ajuda do professor de Geografia, Guilherme Monteiro, que nos ajudou na escolha do nome e na elaboração do editorial. Outra ajuda de grande importância foi a leitura do jornal A Família, um verdadeiro jornal feminista do século XIX.

1º e único exemplar do jornal A Maçã


 EDITORIAL.
      A maçã não é apenas um pomo de pele rubra e polpa branca, é também o símbolo do conhecimento, o fruto proibido da árvore da ciência, ingerido por Adão e Eva ainda na aurora dos tempos.
      Eva comeu do fruto e levou-o a Adão. Ao morderem-no os dois ficaram cientes de tudo que lhes acontecia, souberam de todas as coisas boas e ruins. Ao longo dos séculos, acreditou-se que a mulher era a culpada por levar Adão ao pecado.
     Mas não seria Eva responsável por levar o bem da ciência à humanidade?
     Esse periódico pretende ser a maçã dos tempos atuais, nos quais parece ter sido perdido o saber. Tem como objetivo trazer a luz do conhecimento às mulheres e, dessa vez, tirá-las de um outro lugar, um outro paraíso, dado por uma sociedade machista conforme o gosto de seus eternos patriarcas. 

CRÍTICA.
Aqui está o triste espelho do modo como vivemos (e depois tornam a nos exigir a resolução de todos os assuntos relativos ao lar!):


Esposa: John! Onde está o resto de nosso salário? 
Como eu vou pagar o aluguel e comprar comida para as crianças?
Marido: Cale a boca! O que eu faço com meu dinheiro não é problema seu.

    HOMENAGEM.
 Reservo o presente espaço para homenagear brilhantíssimas mulheres que, nessas últimas décadas, levantaram-se e romperam barreiras para protestar e causar alguma mudança.
 Cito Nísia Floresta Brasi-leira Augusta, autora de diversos livros em prol da emancipação. 
 Lembro o nome de Josefina Álvares de Azevedo, fundadora do jornal “A Família”, grande voz de protesto.
 Chamo, ainda, a pessoa de Francisca Senhorinha da Motta Diniz, dona do ousado semanário O Sexo Feminino.
“Queremos a instrução pura para conhecermos nossos direitos, e deles usarmos em ocasião oportuna. Queremos, enfim, saber o que fazemos, o porquê e pelo que das coisas. Só o que não queremos é continuar a viver enganadas” – F. S. Motta Diniz
- C. R. Santos

CHRONICA DA VIDA QUOTIDIANA.
 Certa vez, num jantar em casa de um conhecido, a mulher do anfitrião contava sua rotina a um grupo de convidados. A descrição era enfadonha, mas curta. O dia resumia-se a cuidar dos filhos e do marido, quando este estava em casa, e alvoroçar-se com as vizinhas. Repito, era um discurso enfadonho, pois que se aplica mais ou menos igual a todas as mulheres deste nosso tempo. 
 Estamos sempre servindo aos maridos e aos filhos, quando homens, posto que grande parte do que fazemos a nossas filhas vai, direta ou indiretamente, servir aos seus futuros maridos. Vivemos sob a constante avaliação dos nossos esposos e da sociedade que controla, com uma versão inusitada da mão invisível de Smith, esse comportamento nosso.
 Ninguém se surpreenderia agora, se ficasse sabendo que o anfitrião do dito jantar não conteve um meio sorriso de orgulho ao ouvir o relato de sua mulher. Pois sua esposa não era um exemplo? e toda ocasião não é ocasião de promover-se? e a senhorinha não estava cumprindo muito bem o seu papel, afinal? 
 Essas conclusões refletem bem o que aqui tento evidenciar. O dia-a-dia da mulher, segundo a ética da sociedade, deve ser em casa; foi reservado a ela o trabalho de cuidar dos filhos e das costuras e dos homens, que não sabem cuidar-se de si próprios, e nada mais. Qualquer cousa mais leva a cochichos, burburinhos, escândalo. E isto é simplesmente o manifesto de uma pressão realizada continuamente pelo meio, infelizmente conformada e, muitas vezes, aceita.
 “Desesperai, mulheres que não seguirem este padrão! voltai correndo para tuas casas, e praticai os bons modos! pensai e chorai, chegai até o âmago de teu franzino ser, e, quando voltar ao juízo, aprendei de uma vez o teu lugar”. 
 Isto não quero mais ouvir.
- C. R. Santos

A EDUCAÇÃO NOS NOSSOS TEMPOS.
Caras companheiras, vivemos numa sociedade em que nossos direitos são reprimidos e inescrupulosamente vetados. Nossas obrigações básicas, ditadas à risca por homens de mente estreita, são a submissão e subserviência. Em tese, não deveríamos lutar por melhorias, porque somos consideradas o sexo frágil e desprotegido, o qual não pode obter conhecimento ou qualquer autonomia para liderar conscientemente a própria vida. 
Trago à tona um dos temas mais preocupantes da nossa condição, feminina. A educação.
Amigas, não é revoltante que passemos por tudo isso com a voz abafada pela discriminação?
Dentro de casa, passamos por conflitos familiares, violência doméstica – tanto física quanto psíquica -, depressão. E por quê? Por que nos submetemos a isso? 
Impuseram-nos necessidades que antes não existiam, levando em conta o nosso valor. Podemos mais que apenas chamar a atenção com cabelos, pele, roupa, jóias e modos expostos a julgamento. 
Os homens hoje acreditam que devemos desenvolver habilidades como o encanto e a sedução, o adestramento do espírito, se quisermos conquistar, efetivamente, alguma influência. Vêem-nos como uma raça inferior. E é exatamente esta a visão extremista que nos vem sendo transmitida há gerações. Nossos pais trataram assim nossas mães, e do mesmo modo os nossos maridos e filhos nos tratarão, se não dermos um “basta” a isso.
Em quem nos inspiramos até hoje? Não é possível negar que somos reflexos de nossos pais, em todas as suas atitudes e pensamentos, até que resolvamos perceber o quão ridículo é o papel a que nos sujeitamos. Nós, mulheres, sofremos muitas privações se quisermos seguir o modelo burocrático e artificial do século, no qual estamos estagnadas pelo preconceito e pelas limitações provenientes do machismo arraigado, obstinado.
O que esperam de nós é que passemos horas na toalete, recebamos visitas, passeemos nos bulevares e jantemos fora. Não podemos isolar-nos em casa, pois nossa vida social, teoricamente, é mais importante e apropriada que o contato com nossos familiares. Acreditam que nosso espírito deveria ser nutrido pela constante aprovação – ou não, pela qual somos sufocadas.
Não devemos manter-nos passivas à situação. Devemos intervir de forma crítica. Não criticar de modo despropositado, e sim tendo fundamentos e convicção sobre o que queremos reivindicar. E são os nossos direitos, nossos direitos de cidadãs, que nos foram tomados sem qualquer premissa.
A obrigatoriedade escolar surgiu na Prússia, com Frederico Guilherme I, que ainda no século XVIII aplicou a norma num grande Estado. Frederico Guilherme II, seu sucessor, colocou em prática o conceito do ensino laico (totalmente dissociado da Igreja); com o Regulamento geral nacional escolar assegurou a obrigatoriedade escolar para todas as crianças entre cinco e catorze anos e moveu a preparação de mestres.
No fim do século, com a Revolução Francesa, tivemos a Assembléia Constituinte, a Assembléia Legislativa e a Convenção – girondina e jacobina -, que trataram da educação pública.
Se desejássemos um sistema de ensino igualitário e eficiente, deveríamos inspirar-nos nesses modelos para alcançá-lo. Deve haver a obrigatoriedade do ensino de acordo com a faixa etária; o ensino deve ser gratuito; a Educação deve ser verificada (em outro termo: controlada) pelo Estado; deve haver uma rede de escolas; a contratação de professores deve ser regularizada, tal qual os currículos e padronização do ensino; devem haver órgãos e verba, especificamente para as questões educacionais.
Da independência do país até 1822, todas as questões relacionadas à educação 
provinham do Governo Imperial. Podem já deduzir que o Governo Imperial foi constituído por homens, e estarão corretas.

Em 1824, Pedro I estipulou na Constituição a instrução primária, gratuita para todos os cidadãos. Inicialmente, foi um avanço, mas a prática mostra que só o ensino primário não é suficiente. Queremos saber mais! Negam-nos a luz do conhecimento por razões recrimináveis. Caras mulheres, acredito que não somos, de forma alguma, o sexo frágil. Não disponibilizam-nos o conhecimento por medo, já que temos muitos mais planos e autocontrole. Percebem em nós a natureza para o domínio dentro do lar, onde, mesmo com todas as formalidades, seguindo a etiqueta, orientamos nossos filhos, ouvimos nossos pais, cuidamos de casa, comida, roupa. 
Em 1840, a Bahia já tinha posse de 132 escolas primárias. 124 das mesmas eram masculinas. Apenas oito eram direcionadas ao público feminino.
No ano de 1870, o Barão de São Lourenço, então presidente da província reformou amplamente o sistema educacional, podendo-se dividir a reforma em quatro subtítulos: Escola Normal dos Homens, Escola Normal das Mulheres, Reforma do Liceu e Reforma da Instrução Primária. O curso de formação de professores também foi modificado na ocasião. O masculino seria de dois anos e externato, enquanto o feminino seria de três anos e regime interno.  
1871. O Barão passou a admitir cursos primários mistos. Meninos de até sete anos poderiam estudar em colégios femininos.
Em 1881, o ministro Leôncio de Carvalho introduziu ao ensino primário as disciplinas de Lição de Coisas, Civilidade, Desenho Linear e Elementos de Ciências Naturais.
Em 5 de setembro de 1889, foi sancionada a lei de recomendação da abertura de novas escolas mistas. Recomendava também o uso de processos intuitivos, o horário letivo de seis horas diárias e regime de internato.
A obrigatoriedade dos estudos, mesmo sendo muito sugerida e incentivada, não teve realização, distanciando ainda mais a pretensão de educação básica universal, só ocorrendo depois do advento da República. Como sempre, preferem manter poucos com o conhecimento que todos deveriam obter!  
Devemos unir-nos, expressar nossas opiniões, sim. É disso que nossa sociedade, afinal, precisa! Estamos fartas de lenços e modos, precisamos de atitude! 
- I.R.Urbano


 SOBRE A MULHER E AS PROFISSÕES.
Entristece-me ver como os homens de faces e escritos os mais revolucionários caem-se, ao se tratar de mulheres, nas seguintes afirmações: “a mulher é destinada a servir à vida e ao coração dos homens e de seus filhos; e é este seu único ofício”, ou ainda “a cabeça e pensamento da mulher não foram moldados a fim de raciocinar, produzir e contar. Declara-se em seus atos sua fragilidade e incompetência para com os trabalhos de homem – política, economia, comércio, jurisdições e outras tantas complexidades do nosso sistema”. 
Irrita-me em profundidade ler ou ouvir de um entusiasta da melhora da educação e instrução da mulher, e erradicação de sua ignorância, a afirmação de algo que se traduziria como ignorância inata da mulher: sua incapacidade de atuar nos ramos e labores a que se dedicam os homens, seja por sua fraqueza e instabilidade ao lidar com o ambiente corporativo; seja pela infundada conclusão de que uma mulher que trabalha abandona à própria sorte os filhos e o marido (ora, querem dizer então que eles é que de nós dependem?). Contradizem-se com freqüência, vê-se.
Muitos clamam que a mulher, num meio de trabalho, seria exposta às regras de conduta masculina, que por sua vez a humilhariam e lhe tirariam a dignidade – dizem “pobres delas! Engolem disparates e ofensas para depois derramarem suas mágoas em casa, onde confusas, não entendem que se submetem a condições que não foram a elas designadas”. O desrespeito dos homens não nos deterá, devem saber - até porque, o desrespeito e limitação silenciosos nos cortam com faca muito mais afiada.
Já aqueles que, com superficial tom de ultraje, falam do abandono da família, nada mais podem dizer se, por luta tanto masculina quanto feminina, for reduzida a pesada carga horária e engordados os salários e reafirmados os direitos de tratos e saúde básicos do trabalhador, contribuindo de um modo geral para o bem-estar de todos os membros da família e presença atuante dos pais e mães na vida dos filhos. 
Ainda há alguns que, agora para meu ultraje, resistem, dizendo que a mulher, diante de um primeiro e natural (por sua condição de fraqueza e inadequação) fracasso na execução de um labor “masculino”, como a política, se torna obcecada pelo êxito, dedicando-se com tão cego afinco ao seu melhoramento que se esquece de seus familiares e dos cuidados que a ela cabe, por obrigação, lhes dar. A mim me parece, em contrapartida, que negligenciar os filhos é o que os homens já fazem, pois perderam a noção de que o amor à criança supera as ambições.
Afirmo ainda que “incapacidade inata" não temos, pois muitas mulheres já se provaram inclusive mais capazes que homens, guerreiras fiéis tais como Joana D’Arc e as lutadoras da Revolução de 1794; pensadoras contundentes como Olympes de Gouges; e as heroínas anônimas de todos os dias, que passam despercebidas, encobertas por um véu preso a correntes.
De fato, se há uma falta de habilidade, esta nos foi criada, ou imposta. Poderíamos aprender os ofícios da política e das leis, e dos cálculos e medidas, e do próprio ensinar e da história, e das artes médicas (no estrangeiro criaram-se as primeiras escolas de enfermagem para mulheres, a muito custo e suor destas, que desejo com fervor que se alastrem por nossas bandas), se nos fosse concedida a oportunidade, sendo que o labor e a instrução devem estar ligados. Não conheço um cavalheiro que saiba coser e cozinhar, mas, se desafiados, todos se diriam capazes de aprender.
Tendo rebatido as principais afrontas ao trabalho da mulher, luto pela igualdade de todos os ofícios e profissões, pela abertura dos auditórios e mesas redondas e universidades às mulheres. Se reivindicamos educação, representatividade, voto, poder de escolha; reivin -dicamos o exercício dos labores hoje existentes, que trazem consigo nossa plena independência.

PARTE II – CONSIDERAÇÕES ACERCA DO TRABALHO DA MULHER.

Em nossa belíssima Constituição, um artigo concede às mulheres o direito de trabalhar em empreendimentos privados, vetando–lhes o de ocupar cargos públicos. E, mesmo com este direito, pouco se faz dele uso, pois “a mulher que se preza”, diz-se, “não trabalha”, e a mulher pobre que tem de trabalhar ou não trabalha em empresa alguma, conseguindo de seu trabalho lavando e capinando e cozinhando um sustento próprio, irregular; ou trabalha numa empresa tal como fábrica e afins, e mesmo assim tem dificuldade de ser aceita para o operariado. Tanto como autônoma quanto como operária, a mulher é desrespeitada no ambiente de ofício. Se for de estirpe ou bem casada, ai daquela que, com uma –à custa disfarçada– falência da casa, faz-se a bordar, preparar doces, dar aulas de música, cuidar de crianças, pois tudo ao seu redor, especuladores e familiares e até o esposo, passam a diminuí-la em seu conceito.
Quanto a cargos públicos, conquistá-los é mister. É-nos proibido o acesso justo ao patamar mais influente da esfera dos trabalhos. Postar-se próximo a um governante é tudo nessa acirrada disputa por poder, o querer primeiro dos homens. Jamais se permitiria a uma mulher tal representação e alcance, mas talvez seja justo disto que precisemos para dar continuidade à nossa luta.
Pouco sabem os homens que as mulheres são a chave para aquilo que se movimenta em seu pensar, e que não distinguem. O que não faríamos para mudar um governo que nos traz insatisfação? Já é possível ver que a deposição do imperador não basta. É o anseio por mudança que acorda e bate sinos, à espera de que ao menos o som feroz das badaladas faça quebrar as muretas e colunas e portas trancadas de uma estrutura arcaica e secular.
- M.R.Santos

O VOTO.
Estamos em pleno século XIX e é terrível pensar que a mulher tem apenas a função de cuidar da casa, dos filhos, serem submissas aos homens e engolirem uma sociedade totalmente patriarcal e machista. 
E lembro a todas que também não temos acesso às mesmas informações que os homens, principalmente no que se refere à escola e ao saber.
Além disso, não somos respeitadas, nem mesmo consideradas cidadãs. Tanto que atualmente, quem pode votar são apenas os maiores de 21 anos, alfabetizados e do sexo masculino. Apesar de na década de 70 do séc. XIX ser aprovada a emenda constitucional nº. 15 que garantira o direito ao voto aos homens de qualquer raça, cor e condição social. E diante disso nos perguntamos onde estão os nossos direitos? Onde está o nosso lugar na organização da sociedade? Não podemos mais ficar paradas assistindo a tudo isso acontecer. Temos de lutar pelos nossos direitos, pois, em relação aos homens estamos no mesmo patamar de igualdade, nem piores, nem melhores. Sendo assim não devemos ser submissas a eles.
Minhas amigas, temos de lutar e mostrar a eles que queremos o nosso lugar na política, queremos votar e governar. Assim poderemos decidir a nossa própria vida e o nosso Futuro.
E fico a pensar, por que temos que seguir regras ditadas pelos homens? Estes que são incapazes de organizar um lar e uma família, e por isso que nos encarregam disso, como podem ser capazes de organizar e governar um Estado?
- M. L. Mendonça

A INDUMENTÁRIA.
Sabemos muito bem o que são as vestimentas femininas, pois todos os dias gastamos o nosso tempo vestindo várias camadas de roupa.
 Revolto-me sempre que penso nesse assunto, no qual mais uma vez os homens impõem suas regras sobre nós, e assim inocentemente aceitamos.
Mas por que temos de usar espartilhos e anáguas pesadíssimas? Temos que agradá-los sempre? Eu quero sentir-me livre disso, não quero ficar me sacrificando apenas para ter um corpo perfeito imposto pela sociedade, ou melhor, pelos homens (como sempre).     
Vivemos apenas para servir o homem, e qual a utilidade disso? Transformamos a vida deles num paraíso, enquanto isso a nossa é um verdadeiro inferno.
- M. L. Mendonça

A JUSTIÇA.
Sabemos muito bem que assim que nascemos já somos julgadas pelo simples fato de sermos mulheres, e não por motivos
concretos. Isso vem de fatos acontecidos há milhares de anos,
com o primeiro casal do mundo, no qual Eva da o fruto do
conhecimento a Adão e é tida como a culpada de trazer o
pecado ao mundo.  
  Assim temos hoje leis diferentes para homens e mulheres, o que considero um absurdo, pois somos iguais aos homens e
nosso julgamento não deve ser diferente.
Um ótimo exemplo disso é a questão da fidelidade. Enquanto temos de ser puríssimas e fiéis aos nossos maridos, eles nos traem bem embaixo dos nossos narizes, e temos de aguentar caladas. Se fizermos o mesmo, somos duramente castigadas, condenadas por adultério com penas que chegam até a morte. E os homens saem impunes, e dizem das prostitutas que são um mal necessário!
- M. L. Mendonça

CIDADÃ OU CIDADOA.







[Publicado em A Família, 7 dez. 1889. p. 5. – Josefina Álvares de Azevedo]


Manda a 
República agora
novo trato em moda pôr
já se não diz mais – senhora,
Ninguém mais já tem – senhor.
Excelência nem por graça;
foi-se a moda cortesã.
Dama altiva agora passa
a chamar-se cidadã.
Cidadã ou cidadoa, 
pouco ao caso vai também.
Cá por mim, que tudo entoa,
vai a moda muito bem.
Como entanto há quem procura
diferenças no tratar;
para aquela que isso apura
bom conselho tenho a dar.
Dama nobre, d’alta proa,
d’espavento, tigre, enfim,
chamaremos cidadoa,
que melhor parece assim.
Bela dama, dona antiga,
sempre amável, boa e chã,
essa tratável amiga,
chamaremos – cidadã.
Cortejando, uma pessoa
deve dizer com afã:
- Saúde e paz, cidadoa;
- Paz fraterna, cidadã.

CENTENÁRIO.
Comemoramos nesse ano, de 1894, o centenário da Revolução Francesa.
Comemoramos, então, um século da luta pela “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, admirável meta que ainda não foi alcançada. Homenageamos as mulheres que lutaram e guerrearam pelos seus direitos, destemidas, mesmo sem sucesso absoluto.
Se aquela luta trouxe o que almejavam os homens, agora, é nossa vez de revolucionar. Avante!


CITAÇÕES.
"(...) os pais acreditavam que uma educação séria para suas filhas era algo supérfluo: modos, música e um pouco de francês seria o suficiente para elas. Aprender aritmética não ajudará minha filha a encontrar um marido, esse era um pensamento comum. Uma governanta em casa, por um breve período, era o destino habitual das meninas. Seus irmãos deviam ir para escolas públicas e universidades, mas a casa era considerada o lugar certo para suas irmãs. Alguns pais mandavam suas filhas para escolas, mas boas escolas para garotas não existiam. Os professores não tinham boa formação e não eram bem educados. Nenhum exame público (para escolas) aceitava candidatas mulheres".
 (Louisa Garrett Anderson, depoimento escrito de 1839)
"Permanecer solteira era considerado uma desgraça e aos trinta anos uma mulher que não fosse casada era chamada de velha solteirona. Depois que seus pais morriam, o que elas podiam fazer? Para onde poderiam ir? Se tivessem um irmão, poderiam viver em sua casa, como hóspedes permanentes e indesejados. Algumas tinham que se manter e, então, as dificuldades apareciam. A única ocupação paga aberta a essas senhoras era a de governantas, em condições desprezadas e com salários miseráveis. Nenhuma das profissões eram abertas as mulheres; não havia mulheres nos gabinetes governamentais; nem mesmo trabalho de secretaria era feito por elas. Até mesmo a enfermagem era desorganizada e desrespeitada até que Florence Nightingale a tornasse uma profissão ao fundar a Nightingale School of Nursing (Escola Nightingale de Enfermagem) em 1860".
(Louisa Garrett Anderson, depoimento escrito de 1860)
“As mulheres devem ter o direito de subir à tribuna, já que têm a obrigação de subir ao cadafalso” - Olympes de Gouges, revolucionária francesa do século XVIII.



Lugares que visitei









Portugal


  • Castelo de Palmela - Palmela (Setúbal)

 
O castelo de Palmela é uma construção muito antiga sendo edificada por volta do século IX. Além disso é provável que tenha origem árabe.
Para saber mais sobre o castelo leia o arquivo PDF:
http://www.palmela2011.com/wp-content/ficheiros/palmela_castle_history_pt_es_en_fr.pdf














  • Mosteiro dos Jerónimos - Lisboa 






    O Mosteiro dos Jerónimos foi encomendado pelo rei D. Manuel I, após Vasco da Gama ter regressado da sua viagem a Índia. É um mosteiro manuelino, e mostra claramente a riqueza gerada pelos Descobrimentos portugueses. As margens do Rio Tejo o Mosteiro exibe todo o esplendor da arquitetura do século XVI, sendo um notável conjunto monástico em Portugal e uma das principais igrejas-salão da Europa.

          Recebe este nome por em 1834 ter sido entregue à Ordem de São Jerônimo.

       Na Igreja do mosteiro encontra-se os túmulos dos reis D. Manuel I e sua mulher, D. Maria, D. João III e sua mulher D. Catarina, D. Sebastião e D. Henrique e ainda os de Vasco da Gama, de Luís Vaz de Camões, de Alexandre Herculano, de Fernando Pessoa e outros.

       Após 1834, com a expulsão das Ordens Religiosas, o templo dos Jerónimos foi destinado a Igreja Paroquial da Freguesia de Santa Maria de Belém.

     Numa extensão construída em 1850 está localizado o Museu Nacional de Arqueologia. O Museu de Marinha situa-se na ala oeste. Integrou, em 1983, a XVII Exposição Europeia de Arte, Ciência e Cultura.



















  • Torre de Belém - Lisboa 


        A Torre de Belém é um dos monumentos mais belos da cidade de Lisboa. Localiza-se na margem direita do rio Tejo, que um dia existiu a praia de Belém. Quando foi construída era totalmente cercada pela água e assim permaneceu durante anos. No entanto agora a Torre se encontra em terra firme.

       No monumento podemos observar vários elementos nacionalistas, como o Brasão de armas de Portugal e cruzes da Ordem de Cristo. A arquitetura é típica de uma época em que o país era uma grande potência mundial – início da Idade Moderna.

       Classificada como Património Mundial pela UNESCO desde 1983, foi eleita como uma das Sete maravilhas de Portugal em 7 de julho de 2007.






  • Marco do Descobrimento - Lisboa 
Construído as margens do rio Tejo, pelo ditador Salazar, o monumento marca o local de onde partiram as caravelas portuguesas que chegaram a América.







Espanha

  • Muro de Berlim - Sevilla 
Muro de Berlim - Berlim, Alemanha
       Encontra-se no parque temático "Isla Magica" uma pequena parte do Muro de Berlim, e foi esta parte que tive o prazer de ver.


       O Muro de Berlim foi construído na madrugada de 13 de agosto de 1961. Este dividia a cidade de Berlim ao Meio, de um lado a República Democrática Alemã e do outro a República Federal da Alemanha

       Este muro também teve um valor simbólico, ele dividia o mundo em duas partes, em dois blocos, o socialista, guiados pela República Soviética e o capitalista, comandados pelos Estados Unidos.


Pedaço do Muro de Berlim - Isla Magica, Sevilla, Espanha







domingo, 17 de junho de 2012

Dicas de Livros

Se você é uma pessoa que gosta de História e de literatura, segue aí uma lista de livros que poderá gostar.

  • Séries:
  1. As Crônicas Saxônicas
Autor: Bernard Cornwell:  " presença assídua na tabela dos autores mais vendidos do New York Times e a quem o Washington Post se refere como "talvez o maior escritor de romances históricos da atualidade", apresenta-nos uma saga dominada pela violência, a raiva, a lealdade e a traição.    
         - O Último Reino:
  "O Último Reino" é o primeiro romance de uma série que contará a história de Alfredo, o Grande, e seus descendentes. Aqui, Cornwell reconstrói a saga do monarca que livrou o território britânico da fúria dos vikings. Pelos olhos do órfão Uthred, que aos 9 anos se tornou escravo dos guerreiros no norte, surge uma história de lealdades divididas, amor relutante e heroísmo desesperado. Nascido na aristocracia da Nortúmbria no século IX, Uthred é capturado e adotado por um dinamarquês. Nas gélidas planícies do norte, ele aprende o modo de vida viking. No entanto, seu destino está indissoluvelmente ligado a Alfred, rei de Wessex, e às lutas entre ingleses e dinamarqueses e entre cristãos e pagãos. "O Último Reino" não se resume a cenas de batalhas bem escritas e reviravoltas cheias de ação e suspense. O livro apresenta os elementos que consagraram Cornwell: história e aventura na dose exata. Uma fábula sobre guerra e heroísmo que encanta do início ao fim


         - O Cavaleiro da Morte
"O Cavaleiro da Morte" é um belíssimo relato de lealdades divididas, amor relutante e heroísmo desesperado. O livro começa no dia seguinte aos eventos de O último reino, primeiro volume da série.
São tempos terríveis para os saxões. Derrotados pelos vikings, Alfredo e seus seguidores sobreviventes procuram refúgio em Æthelingæg, a região a que ficou reduzido o reino de Alfredo. Aí, encobertos pela neblina, viajam em pequenos barcos entre as ilhas na esperança de se reagruparem, e encontrarem mais apoio.
Ao reunir o Grande Exército, os vikings têm apenas uma ambição: conquistar Wessex. Quando atacam em uma escuridão impiedosa, Uhtred se vê surpreendentemente do lado de Alfredo. Aliados improváveis: um rei cristão devoto e um pagão que vive da espada. Alfredo é um erudito; Uhtred, um guerreiro cheio de arrogância. No entanto, a desconfortável aliança é forjada e os conduzirá dos pântanos para a colina íngreme, onde o último exército saxão lutará pela existência da Inglaterra.

         - Os Senhores do Norte
Depois de lutar ao lado do rei Alfredo na batalha que assegurou Wessex como único reino independente da Inglaterra, Uhtred decide retornar à Nortúmbria, em busca da irmã de criação. No entanto, o jovem encontra um cenário desolador, uma aterra assolada pelo caos e barbárie. Ele se alia então a Guthred, ex-escravo determinado a se tornar rei da Nortúmbria. Juntos, seguirão até Dunholm, em busca da cabeça do senhor viking Kjartan.


         2. Os Reis Malditos
      Autor: Murice Druon, escritor francês, nasceu em Paris em 1918. Liceciado em Ciências políticas, passou pela Escola de Cavalaria de Saumur e participou em 1940 na batalha do Loire. Em 1942 parte para Londres onde se junta à Resistência e participa em emissões da BBC com o seu tio Joseph Kessel com quem compôs nesta altura a letra do Chant des Partisans. Correspondente de guerra (1944-45), publica um ensaio, Lettres à un Européen (1944) e uma narrativa: La Derniére Brigade (1946). Asua trilogia La Fin des hommes (1948-51) evoca a sociedade francesa entre as duas gerras. Com a publicação do romance histórico  Les Rois Maudits (1955-77), Druon atinge um vasto público leitor. Em 1966 entra para a Academia Francesa e torna-se secretári vitalício em 1986. Foi ministro da Cultura nos anos 1973-74.
- O Rei de Ferro
 Depois da descoberta do romance histórico, magnificamente representado por Alexandre Dumas, muitos foram os escritores que tentaram, com maior ou menor êxito, trilhar os caminhos desvendados pelo mestre, aproveitando as preferências manifestadas pelo público por esse tipo de literatura. Entretanto, Maurice Druon conseguiu realizar o almejado sonho de apresentar a verdade histórica com todas as características de grande obra de ficção literária, utilizando para tanto uma equipe de renomados romancistas, cenaristas e historiadores. Maurice Druon conta majestosamente a história do Rei Felipe, O Belo, na França do século XIV. O Rei de Ferro é o primeiro volume da série Os Reis Malditos .

- A Rainha Estrangulada 
A Rainha Estrangulada começa em novembro de 1314, com a morte de Felipe, o Belo. Dois grupos preparam-se para se enfrentar pela posse do poder - de um lado, o clã do baronato, conduzido por Carlos de Valois, irmão do rei, e de outro, o partido da alta administração, dirigido por Enguerrand de Marigny, coadjutor do finado.

- Os Venenos da Coroa 
Neste volume da série Os Reis Malditos , o novo monarca, Luís X, o Cabeçudo, livre da esposa adúltera, não tem outros pensamentos senão seu novo casamento, dessa vez com Clemência de Hungria. Preparadas as núpcias e a recepção da noiva na França, Luís X será capaz de adiar, em pleno campo de batalha, um confronto armado entre o maior exército jamais visto na França e os rebeldes flamengos, muitos dos quais ele prometia exterminar. Passional e imaturo, o rei não sabia que viria a se apaixonar por uma jovem princesa pura, cujo coração e pensamentos voltavam-se para a justiça, a paz, o espírito e a felicidade de seus súditos.

- A Lei dos Varões  
Neste volume, A lei dos varões , a narrativa começa na França, em junho de 1316. A Igreja e a França, ambas sem um chefe. A primeira, exposta ao Cisma. A outra, à guerra civil. De um lado, um conclave em busca de um papa para substituir Clemente V. Do outro, o rei Luís X, o Cabeçudo, que conseguiu desestruturar o Estado antes de morrer envenenado, exatos dezoito meses após a morte de seu pai, Felipe, o Belo. Pela primeira vez em 300 anos, um rei descendente dos Capetos não deixa um herdeiro para sucedê-lo no trono. Em meio a esse impasse, a grande indagação - a coroa irá para a sua filha de cinco anos, suspeita de ser bastarda, fruto de seu primeiro casamento com Margarida de Borgonha, ou será hipoteticamente reservada para a criança que nascerá do ventre de sua segunda esposa, Clemência de Hungria? Este quarto volume da série Os reis malditos reviverá lutas encarniçadas, por meio de armas, maquinações e complôs planejados por três parentes do rei morto - seu irmão, o conde de Poitiers; seu tio, o conde de Valois; e seu primo, o duque de Borgonha -, com o intuito de assumir a regência da França.

- A Loba de França 
 França, janeiro de 1317. Em um intervalo de seis anos, a França passou por uma série de catástrofes. O pior dos horrores, no entanto, chega com a morte de Felipe V - que, assim como seu irmão Luís X, morre sem deixar um herdeiro do sexo masculino. Isso faz com que o caminho do trono fique aberto para o terceiro filho do Rei de Ferro, Carlos IV. Neste quinto volume da série Os Reis Malditos , A Loba de França , tem início um período repleto de complôs e reviravoltas, uma fuga da torre de Londres, a corte dos papas em Avinhão, a cruel revanche manipulada por uma rainha francesa da Inglaterra para destronar seu marido, um assassinato perpetrado a um soberano.

- A Flor-de-Lis e o Leão
 Inglaterra, janeiro de 1328. Com a morte de Carlos IV, o Belo, chega ao fim a dinastia dos Capetos. Em seu lugar, surge o ramo Valois. Em A Flor-de-Lis e o Leão , Robert d Artois, o gigante implacável, dominará o cenário europeu, manipulará a nobreza para que a coroa seja concedida a Felipe de Valois e fará de tudo - falsificar, subornar, matar - para recuperar o condado d Artois.

- Quando um Rei Perde a França 
 França, meados do século XIV. Em pleno reinado de João II, a França está em crise - os clãs e as facções disputam o país, a Inglaterra reivindica o reino, a inflação está galopante, os impostos tornaram-se abusivos, a Igreja atravessa uma crise moral e dogmática, a peste assola o país e o rei acumula uma infinidade de erros. Quem surge como narrador deste cenário, em que a França perde sua autonomia como Estado e passa para o domínio da Inglaterra, é o cardeal Talleyrand-Périgord, uma importante personalidade da época. Através de sua voz, o leitor entrará em contato com uma epopéia tenebrosa e sangrenta, que levará o rei francês a se tornar prisioneiro de seu próprio primo - Eduardo, príncipe de Gales. Quando um Rei Perde a França é o sétimo e último volume de Os Reis Malditos , de Maurice Druon, uma das séries históricas mais famosas em todo o mundo. Os Reis Malditos ilumina a famosa afirmação dos irmãos Goncourt; "A História é um romance que aconteceu." Quando foi editada pela primeira vez, durante a década de 1950, provocou uma corrida às livrarias e, posteriormente, passou a ser identificada como um dos principais modelos contemporâneos para o chamado "romance histórico". Com extremo respeito à autenticidade documental (reproduzindo fatos, costumes, trajes e paisagens com precisão), Maurice Druon transmite ao leitor uma forte sensação de aprendizado sobre o passado da sociedade européia. Quando um Rei Perde a França revela-se uma grande obra literária, respeitando os fatos ao mesmo tempo em que acrescenta à realidade necessárias pitadas de fantasia. Os Reis Malditos é a mais importante saga histórica de todos os tempos; foi traduzida para mais de 30 línguas e teve tiragens milionárias em diversos países. Nos anos 70, foi adaptada em uma mini-série para a tevê francesa que se transformou em um sucesso mundial de audiência. Iniciada nos livros O Rei de Ferro (Volume 1), A Rainha Estrangulada (Volume 2), Os Venenos da Coroa (Volume 3), A Lei dos Varões (Volume 4), A Loba de França (Volume 5) e A Flor-de-Lis e o Leão (Volume 6), a série chega ao fim com este Quando um Rei Perde a França (Volume 7).